terça-feira, 6 de julho de 2010

Manejo Equino

 

Cuidar de um cavalo é uma actividade que requer grande responsabilidade. Uma boa solução para o animal é passar parte do dia ao ar livre, em que se mantém em prática mesmo que não seja incitado a fazer exercício e outra parte do dia no estábulo; assim, o cavalo torna-se mais fácil de montar do que se estivesse todo o dia encerrado. Deixar o cavalo sempre ao ar livre ou sempre no estábulo são outras opções. No primeiro caso é necessário ter uma pastagem abundante, uma fonte de água fresca e abrigo contra o mau tempo do Inverno e os insectos no verão; nestas condições deve ser dado ao cavalo um complemento alimentar pois apenas a pastagem não é suficiente para manter o cavalo em forma. No caso do cavalo estar encerrado é preciso evitar o tédio visto que o cavalo não está no seu ambiente natural e é também essencial que o tratador entenda a psicologia do cavalo.

 

 Manter um cavalo a Penso

O penso ou pensão é a alternativa para quem não pode ter os cavalos em casa. Para isso é necessário encontrar um centro onde tratem cavalos e onde haja pessoal experiente. Existem 5 sistemas de penso:

  • O penso completo, em que se paga a alguém para fazer tudo o que for necessário inclusive o exercício de que o animal necessita;

  • O faça você mesmo, onde o trabalho é feito pelo proprietário;

  • A pastagem, que é indicada para cavalos que vivam todo o ano ao ar livre;

  • O repartido que é, ideal para o proprietário manter o contacto com o cavalo, pois parte do trabalho é feito por ele e a outra metade pelo centro;

  • O sistema em trabalho, em que o cavalo é utilizado por exemplo, numa escola de equitação.

  •  

 

Requisitos de uma pastagem para Cavalos

A pastagem deve ser, para cada cavalo, de cerca de 0,2 a 0,4 há. Deve ser livre de plantas venenosas, de lixo e de outros perigos tais como tocas de coelhos. Deve ter muito cuidado no que diz respeito ás cercas: utilize postes e varas, sebes vivas, cercas eléctricas, de plástico ou de arame próprio para cavalos, nunca deve ser utilizado arame farpado nem o arame simples ou concebido para outro tipo de gado, pois podem provocar ferimentos. O campo deve ter também abrigo. Este deve ter uma frente aberta e larga para não dificultar a entrada e saída dos cavalos e deve estar contra o vento predominante.

Tente sempre que o cavalo esteja acompanhado por outros animais, principalmente outros cavalos. Visite-o pelo menos duas vezes por dia mesmo que esteja permanentemente ao ar livre, pois assim fica mais alerta para quaisquer tipos de problemas.

 

 

Cavalariças e camas

A boxe de um cavalo deve ser espaçosa, clara e arejada. Ter uma fila de boxes de um lado e do outro e um corredor central facilita as tarefas dos trabalhadores. É também muito importante que haja um constante abastecimento de água fresca e limpa.

A cama mantém o cavalo confortável e quente e evita grande parte das feridas quando este se mantém deitado. Podem ser utilizados vários tipos de cama desde as de palha às de borracha. Deve evitar que o cavalo viva num ambiente com muito pó e gases que provém da cama e até do próprio feno. Todas as camas têm vantagens e desvantagens: A palha de trigo é muito poeirenta e os cavalos comem-na; também a palha cortada e sem pó tem o inconveniente de ser comida pelos animais; as aparas de madeira só são aconselhadas se o pó tiver sido extraído; o cânhamo proporciona uma cama resistente e leve, mas têm também o problema do pó e de serem comidas; as tiras de papel não são poeirentas mas são difíceis de remover e voam facilmente; os tapetes de borracha devem ser utilizados apenas em cavalariças com boa drenagem, pois caso contrário pode formar-se uma possa de liquido de borracha, e sempre debaixo de uma fina camada de cama.

 

 

A limpeza do estábulo

A cama deve ser remexida e o estrume retirado todos os dias. No caso de aparas, cânhamo ou papel, deve retirar-se apenas o estrume e deve ser limpo completamente 1 ou 2 dias por semana; no caso de ser de palha deve ser limpa todos os dias.

Para facilitar a limpeza utilize um carro de mão, uma pá, uma vassoura e uma forquilha. Para tirar o estrume pode calçar umas luvas de borracha e apanhá-los à mão ou então usar uma forquilha.

Aquando da limpeza completa deve tirar todo o que esteja sujo e molhado, varrer o chão e desinfecta-lo, deixando-o secar. Ao fazer de novo a cama utilize o material que aproveitou da anterior no sitio que o cavalo suja mais e acrescente material novo.

 

 

 

A limpeza do cavalo

A limpeza diária do seu cavalo não serve apenas para o deixar com boa aparência pois é também uma boa oportunidade para se aperceber se este tem feridas ou inchaços nos membros ou temperatura nos cascos e articulações ou outro tipo de problemas físicos.

A técnica que utiliza na limpeza do cavalo deve estar relacionada da com o modo de vida e com o tipo de cavalo: por exemplo, um pónei que passe todo o tempo ao ar livre necessita de toda a gordura da pele sobre o pelo (para ficar impermeável; por outro lado o cavalo que passe todo o tempo no estábulo que é tosquiado deve ser limpo mais profundamente.

A maioria dos cavalos não se opõe à limpeza desde que sejam tratados respeitosamente.

 

 

O estojo de limpeza  

O estojo de limpeza deve ser individual, para evitar infecções e transmissão de doenças e deve ter:

  • Um ferro de cascos;

  • Uma cardoa– escova de pelos compridos e duros – para limpeza geral do pelo;

  • Uma brussa– escova de pelos curtos e macios – para tirar o pó e a gordura;

  • Uma almofada para limpar as escovas;

  • Um pente (ou escova) de plástico para pentear crina e cauda;

  • Repelente de insectos;

  • Compressas de algodão descartáveis que se molhem para lavar olhos, narinas e zona do anús.

O estojo pode também conter unto para os cascos, tesouras de rombas (para ripar e acertar crinas e cauda).

Uma luva de crina (para remover nódoas) e um pano macio para limpar o pó e deixar o pelo brilhante.

 

O processo de limpeza

No caso de ter um cavalo em semi-estábulo este deve limpar os seus cascos todos os dias e verificar as ferraduras. Deve também escovar o pelo para tirar toda a lama seca principalmente nas zonas onde são colocados os coberjões ou arreios. Deve lavar também os olhos, narinas e zona do anús.

No caso do cavalo ser castrado, deve limpar a bragada com água morna.

Para tornar a limpeza mais eficiente pode seguir os seguintes conselhos:

·       Limpe o cavalo estabulado fora da boxe para não largar o pó no seu interior;

·       Limpe-o de cima para baixo, usando sempre a mão do lado do corpo do cavalo;

·       Ao usar a cardoa tenha gestos curtos e leves levantando-o no final para sacudir o pó do pelo;

·       Utilize a brussa com gestos curtos mas não tão leves e limpe-a na almofada cada 3 ou 4 passagens;

·       No caso do cavalo ter a cauda aparada em cima coloque-lhe uma ligadura várias vezes por semana uma ou duas horas para domar a cauda, mas não muito apertada para não causar problemas de circulação.

 



fonte : todosobrecavalos

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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Idade pelos dentes dos Cavalos





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Dentição eqüina
 

Determinar
a idade de um cavalo/égua/potro é muito importante na hora da compra e
venda, enfim na hora em que você precisa conhecer muito bem seu animal.
Um cavalo adulto tem 40 dentes, a égua 36, sendo eles, 12 incisivos (6
superiores e 6 inferiores) 24 molares (sendo distribuídos igualmente
nas duas arcadas e 4 caninos (em geral ausente na fêmea); e o potro tem
24 dentes sendo macho ou fêmea, 12 incisivos e 12 molares, todos
caducos.

Na prática os incisivos inferiores são os únicos considerados, por fornecerem indicação simples e na maioria das vezes seguras.

+Conhecendo os incisivos:

-2 incisivos centrais denominam-se pinças;

-2 médios e 2 cantos;

-6 superiores e 6 inferiores;

-cada um tem duas faces: externa (convexa) e interna (côncava);

-e têm também duas bordas, (externa e interna).

 

  
      Os eqüinos tem e períodos na sua fase de vida, a infância
(período de crescimento – potro), a idade adulta (período de
estacionamento – adulto) e a velhice (período de crescimento – velho)

Para
a avaliação da idade, a apreciação dentária dos eqüinos pode ser
dividida em sete períodos, como é mostrado a seguir, em relação aos
incisivos inferiores.

 

(mesa
dentária
do incisivo: contorno mais ou menos elíptico que com o uso
passa a oval e depois arredondado, mais tarde triangular (eqüilátero) e
finalmente biangular (isósceles)

 

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Primeiro período: erupção dos dentes caducos (de leite).

Pinças – até o fim da primeira semana

Médios – no fim do primeiro mês

Cantos – no sexto mês, alcançando o nível dos demais até o décimo mês.

 

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Segundo período: rasamento dos caducos

Pinças – com 1 ano

Médios – com 1 ano e meio

Cantos – com dois anos

Logo após os dois anos de idade, nota-se o calo das pinças, em virtude do seu encurtamento e espaçamento.

 

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Terceiro período: mudas

Pinças – surgem aos dois anos e meio e estão crescidas aos 3

Médios -  surgem aos três anos e meio e estão crescidos aos 4

Cantos – surgem aos 4 anos e meioe estão crescidos aos 5

 

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Quarto período: rasamento dos definitivos

Pinças – aos 6 anos

Médios – aos 7 anos

Cantos – aos 8 anos

Aos sete anos aparece a cauda andorina, uma saliência no ^ngulo externo do canto superior, resultante da falta de atrito.

Aos
oito anos surge, nas pinças e nos médios, a estrela dentária, sob a
forma de um traço amarelado, paralelo ao bordo anterior. Ao mesmo tempo
a mesa das pinças apresenta contorno oval.

 

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Quinto período: arredondamento

Pinças – aos 9 anos

Médios – aos 10 anos

Cantos – entre 11 e 12 anos

Neste período, a avaliação da idade é menos segura.

A
mesa dentária, de oval passa a redonda, apresentando o bordo posterior
arredondado e o diâmetro transversal sensivelmente igual ao
anteroposterior. Ao mesmo tempo ocorre o rasamento dos incisivos
superiores homólogos.

 

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Aos nove anos o esmalte central é visível em todos os dentes, sob forma triangular e a estrela dentária também está presente.

Aos 10 anos, o esmalte central diminui e a estrela  ocupa o centro da mesa.

Aos 12 anos, o esmalte apresenta forma circular e fica mais próximo do bordo posterior.

Neste período, a incidência das arcas apresenta perfil em ogiva.

Entre 12 e 14 anos, o esmalte central desaparece, nos incisivos inferiores, acusando o nivelamento dos mesmos.

 

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Sexto período: triangularidade

Pinças – aos 14 anos

Médios – aos 15 anos

Cantos – entre 16 e 17 anos

Nesse período, a estrela ocupa posição central e mostra forma circular, a incidência das arcadas apresenta perfil anguloso.

 

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Sétimo período: biangularidade

Pinças – aos 18 anos

Médios – aos 19 anos

Cantos – aos 21 anos

Depois,
os dentes aparecer cada vez mais longos, com a parte livre convergindo
para o plano médio das arcadas, cujo perfil se aguça.

Mais tarde, os incisivos de transformam em tocos, com falhas no esmalte moldura.


fonte: Clubedohipismo


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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Luciana Diniz organiza Clinica na Alemanha

Luciana Diniz organiza clínica diferenciada na Alemanha após o Concurso de Aachen, de 20 a 22/7;

Logo na sequência do concurso de Aachen na Alemanha, Luciana Diniz abre o LD Equestrian Village, em Fürstenau, para uma clínica de três dias com Joerg Muenzner

Entre 20 e 22 de julho, a amazona olímpica luso-brasileira Luciana Diniz vai organizar uma Clínica de Saltos com o cavaleiro Joerg Muenzner, importante atleta que representou a Áustria em mais de 40 oportunidades. O evento sucede o CHIO de Aachen (Alemanha), considerado a méca do hipismo mundial, que este ano acontece entre  9 a 18 de julho. 

Luciana Diniz com Winingmood: conjunto que conquistou o 4º posto na Final da Copa do Mundo 2010

Joerg Muenzner foi medalha de prata com a equipe austríaca nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, e atualmente, além de ministrar aulas para cavaleiros e amazonas de diversos níveis de equitação, é colaborador de Luciana e chefe da Equipe Portuguesa de Saltos.

Joerg Muenzner: cavaleiro austríaco, medalha de prata por equipes nas Olimpíadas de 1992

Após a clínica, os alunos interessados poderão seguir com Luciana para Chantilly, na França, e assistir o Global Champions Tour.

O custo da clínica é de € 3,5 mil por participante (inclusos aluguel do cavalo, almoço, hospedagem no hotel e locomoção durante a clínica).

Importante:

Exclusivamente aos participantes da clínica, serão disponibilizados ingressos para o CHIO de Aachen, bem como todo o auxílio com hotel e transportes.

 Para obter mais informações, ligue para Walkiria, nos telefones (11) 2976-3655/5403 ou envie um e-mail para wal@bureaucomunic.com.br

Fonte: Bureau Comunicação; fotos: divulgação

fonte FPH

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terça-feira, 29 de junho de 2010

O Mineiro Musa vence GP Copa SP

Na tarde deste ultimo sábado, 19/6, o Grande
Prêmio Grupo Gerdau - Troféu Roberto Luis Joppert, a 1.50 metro, foi a
grande atração da 39ª Copa São Paulo, na Sociedade Hípica Paulista
(SP). Coube ao sempre competitivo que defende São Paulo,
Francisco José Mesquita Musa, o Musa, campeão do ranking senior 2009 da
Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), montando Premiere Xindoctro
Método, o título de vencedor




Francisco
Musa com seu BH Premiere Xindoctro Método, de apenas 8 anos, campeão do
GP Copa São Paulo 2010; foto: Bell Pulgas / Tupa Vídeo
 




A disputa foi acirrada


Ao todo, 44 conjuntos iniciaram na primeira passagem do GP,
idealizado pelo course-designer internacional Guilherme Jorge.  Com
oito conjuntos sem faltas .

Assim ficou o resultado final .

FRANCISCO JOSE MESQUITA MUSA 1°
FABIO SARTI 2°
LOURENCO VIEIRA DA SILVA 3°
MARCOS RIBEIRO DOS SANTOS 4°

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

A Importância da Intensidade do Contacto





                                                                                                               
por: Cor. Netto de Almeida

Por razões que seria
demorado explicar, vi-me envolvido um dia, em conversas que têm a ver
com a "importância da intensidade do contacto na condução do cavalo de
obstáculos
". E isso levou-me a considerar que seria interessante
escrever qualquer coisa relacionada com o assunto, até para arrumar as
ideias.

Para que o salto seja executado com
correcção, é necessário que o cavalo seja conduzido de tal forma que os
factores do salto, (elementos que condicionam a forma trajectória)
sejam os óptimos para o tipo de salto que há que transpor.

Considero
que os referidos factores são a velocidade, a impulsão, o equilíbrio
(do movimento de que o cavalo vem animado), e o ponto de batida, sendo
que os três primeiros devem vir regulados de longe, deixando para perto
do salto a regulação do ponto de batida por ser aquele que,
determinando o início da trajectória, define a sua colocação em relação
ao salto.

Assim podemos dizer que:

• quanto maior for a velocidade, mais abatida será a forma da trajectória.

• quanto maior for a impulsão, mais "redonda" será a trajectória.

• quanto mais pronunciado for o equilíbrio, também mais "redonda" será a trajectória.






Para
sermos capazes de regular facilmente estes factores, é preciso que o
cavalo tenha adquirido o estado do ensino a que chamamos "cavalo sobre
a mão”, e que se define como sendo o do cavalo que "procura e mantém o
contacto com a mão do cavaleiro". Na realidade, neste estado, se o
cavaleiro cede um pouco a mão o cavalo estende o pescoço para manter o
contacto e põe mais peso nas espáduas (o que pode favorecer a passagem
de uma vala, por exemplo), mas se o cavaleiro lhe "levanta" um pouco a
atitude do antemão, ele aceita o aumento do equilíbrio pedido sem
resistir o que pode favorecer a passagem de um vertical. Com um cavalo
assim o cavaleiro pode escolher a intensidade de contacto de que mais
gosta e que pode ser função, por exemplo do seu tacto equestre e da sua
colocação em sela.

Daquilo que escrevi até aqui,
não me apareceu qualquer razão para considerar a intensidade do
contacto como um dos factores do salto. O que necessariamente
aconteceria se ela tivesse directamente influência na forma da
trajectória. Devo dizer que nunca me passou pela cabeça considerá-la
como tal, nem nunca vi nenhum autor dar-lhe importância. Eu julgo que a
importância da intensidade do contacto vem especialmente da necessidade
de encontrar um bom equilíbrio, por isso vou analisar mais
profundamente este factor. O equilíbrio consegue-se por meio de acções
devidamente coordenadas e alternadas, de produção e de retenção da
propulsão. E é na alternâncias destes "lançar para diante" seguido de
"espera aí, que tanto não", que o cavalo se vai fechando e, portanto,
equilibrando. Mas nem os cavalos nem os cavaleiros são todos iguais,
por isso vou raciocinar perante alguns cenários.






Cavalo naturalmente equilibrado: com este cavalo eu posso pedir bastante equilíbrio sem que ele perca a impulsão, pelo que o contacto pode ser ligeiro.

Cavaleiro com muito tacto equestre e com boa colocação em sela:
este cavaleiro é capaz de fazer acções de perna e de mão muito
precisas, suaves e com bom acordo de ajudas, pelo que pode conseguir
uma condução com bom equilíbrio e, portanto, com um contacto ligeiro.

Cavalo retivo ou fraco de trás ou pouco equilibrado naturalmente:
se eu pedir a este cavalo um equilíbrio que lhe seja difícil, ele vai
começar a perder impulsão. Como eu não quero que isso aconteça a nenhum
preço, tenho que limitar a minha exigência no que respeita ao
equilíbrio. E não é de admirar que, com pouco equilíbrio o cavalo tenha
necessidade de um contacto forte. O que é fundamental, quando é
necessária tal intensidade de contacto, é que o cavalo ceda a uma
variação pequena desse mesmo contacto. Por exemplo: se o cavaleiro tem
necessidade de montar com um contacto de 2 ou 3 Kg, é preciso que o
cavalo seja capaz de obedecer a uma variação de 200 ou 300grs. Caso
contrário a equitação deixa de ser um prazer e a regulação dos factores
do salto um problema difícil de resolver.

Cavaleiro com pouco tacto equestre ou com uma deficiente colocação em sela:
este cavaleiro tem dificuldade em conseguir um bom acordo de ajudas
pela sua falta de tacto, e de conduzir com ajudas suaves e precisas
devido à sua deficiente colocação em sela, razões pelas quais vai ter
dificuldade em ensinar e conduzir um cavalo ligeiro.

Na
minha vida hípica montei cavalos que necessitavam de um contacto forte
e cavalos que podiam, e/ou deviam, ser conduzidos com ligeireza. E tive
que me adaptar a uns e a outros e ensinar uns e outros de modo a tirar
deles o melhor rendimento possível. Só procurando isto um cavaleiro é
capaz de montar e ensinar qualquer cavalo. No que não acredito é em
noções que tendem a ser demasiado estandardizadas, como, por exemplo,
na que afirma que os cavalos alemães só saltam com um contacto forte.
Para mim cada cavalo é um caso sejam os cavalos alemães, chineses ou
argentinos.

Penso que a importância que se quer
dar à intensidade do contacto que deve existir a caminho do salto é uma
falsa questão. O que se passa na realidade é que o cavaleiro de
obstáculos tem que ser primeiro que tudo, CAVALEIRO, e só depois, DE OBSTÁCULOS.





Quero
com isso dizer que ele tem que ser capaz de conduzir o seu cavalo, a
caminho do salto ou fora dele, nas condições de velocidade, impulsão e
equilíbrio que quiser. E para isso tem que ser capaz de ensinar e
sujeitar o seu cavalo, e utilizar, conforme as características do
cavalo que monta e as suas próprias, a intensidade de contacto que
melhor resulta para o fim em vista. O que tem necessariamente que
acontecer é o cavalo ser conduzido, dentro da velocidade escolhida,
andando bem para diante e equilibrado, o que é difícil se o andamento
não for cadenciado e o cavalo não marchar direito, entre outras
características necessárias.

Por isso me parece
que a intensidade do contacto não pode ser considerada como factor do
salto, mas, quando muito, como factor dos factores do salto. E, assim
sendo, não pode ter a importância que lhe querem dar.

Não
quero acabar sem me referir às condições de uma variação de contacto na
última passada antes do salto ou no momento da batida. Se, nesse
momento o cavaleiro diminuir bruscamente o contacto (puser em falso)
arrisca-se a fazer com que o cavalo derrube o obstáculo por ver o seu
equilíbrio comprometido pela perda de um contacto (forte ou fraco) que
o mantinha.

Por outro lado se o cavaleiro
aumentar o contacto no momento da batida faz com que o cavalo descreva
uma trajectória com mais uns centímetros de altura, mercê de um
equilíbrio que foi reforçado com a retenção resultante do aumento de
contacto. Mas é preciso guardar esta "arma" para casos excepcionais,
como seja a transposição de um salto excepcionalmente delicado, em
virtude de a retenção numa altura tão crítica poder causar perda de
impulsão e assim contribuir para tirar confiança ao cavalo.

Para
terminar eu diria que penso que se está a "fulanizar" demasiado esta
questão. Com isto quero dizer que tenho que admitir que a melhor
intensidade do contacto varia de cavaleiro para cavaleiro. Mas como
cada um, como é natural, procura transmitir aquilo que sente, procura
dar prioridade em transmitir a intensidade que utiliza. Coisa que não é
primordial.

O primordial será transmitir o grau
de velocidade, impulsão e equilíbrio que melhor devem resultar para
cada aluno em cada cavalo. O que é muito difícil de conseguir.

fonte equisport -pt


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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Copa CESB com moto de Premio









Uma moto 0 Km de premio no Centro de Equitação de São Bernardo

O
Centro de Equitação de São Bernardo do Campo realiza em 27/6, domingo,
a Copa CESB, autorizada pela Federação Paulista de Hipismo, com provas
começando às 08:00 horas desde manejo, 0.40, 0.60, 0.80, 0.90m,
1, 1.10 e  1,20m.


Na série 1.10m, o vencedor leva para casa uma moto 0 km e na série de 1 metro,
uma bicicleta, além de premiação em dinheiro, troféus, medalhas e
escarapelas.


Paralelamente, uma deliciosa feijoada no Restaurante do CESB.


Então não se esqueça: as inscrições terminam dia 25 de junho, sexta-feira, 25/6, às 16:00 horas.


Clique e consulte o programa.

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Como comprar um Cavalo



Antes de comprar um cavalo


Primeiro precisamos

pensar que o cavalo é um ser vivo que necessitará de atenção, carinho, boa
comida, espaço, exercícios frequentes, etc. E tudo isto nos custará duas coisas
fundamentais: tempo e dinheiro. Mas também nos trará grande satisfação. Se
estamos decididos a assumir esta responsabilidade, devemos agora responder 
a algumas perguntas básicas que nos ajudarão neste planeamento:




• Qual o montante de dinheiro que temos
disponível para a compra do cavalo?


Vale sempre a pena lembrar que não podemos considerar todas as nossas economias
para a aquisição, pois teremos custos depois de comprar o animal como
transporte, exames, guia de transporte, etc.

• Qual a quantia que podemos gastar
mensalmente para a manutenção deste animal?


Aqui temos que ser honestos, deixando um pouco a paixão de lado, para
calcularmos todos os gastos que teremos, incluindo hospedagem, alimentação,
ferrador, veterinário e qualquer outra eventual despesa que possa surgir, fica
um pouco elevado.




• Qual o uso que pretendemos fazer deste
animal?


Passeio, hipismo, alguma outra modalidade equestre, etc.


Esta resposta influenciará bastante na escolha da raça que queremos. Basicamente
temos opções de hospedagem que vão desde 200€ até algumas opções em centros
equestres que chegam a custar mais de 500€, pois incluem treinadores, ferragens
e outros cuidados mais indicados para cavalos atletas ou de exposição. Nos
custos mais baratos normalmente a opção são os pastos ou cocheiras colectivas e
todos os outros custos são cobrados á parte. Só para  ter uma ideia, uma
ferragem simples ronda os 50€ / 75€.

Se estiver no inicio, é recomendado o acompanhamento de uma pessoa do meio e o
exame pré-compra feito por um veterinário evita surpresas e dá uma tranquilidade
de não estar a comprar “gato por lebre”.





AVALIE POR SI PRÓPRIO



Faça uma observação do aspecto geral:


- Sem tocar no animal, avalie
inicialmente a cabeça; o olhar deve ser alegre, que não denote sofrimento ou
cansaço e sim olhos brilhantes que demonstrem vivacidade.

Simetria:


- Não pode haver diferenças,
tais como um joelho ou canela maior do que o outro. Inchaços ou saliências no
lombo ou garupa; joelhos pelados indicam que o animal tropeça; cascos rugosos ou
rachados demonstram sofrimento de enfermidades anteriores; pêlos brancos no
lombo podem identificar lesões causadas por arreios duros.


Se  procurar um animal
para montaria, é preciso observar a colocação do freio; pode observar se ele
nega ou aceita o ferro na boca; se levanta em demasia a cabeça ou simplesmente
não quer. Se a operação como um todo ocorreu sem grandes dificuldades, isto
indica que o animal está habituado aquela situação.

Uma vez aparelhado, podemos testar os andamentos do cavalo, como ele se comporta
no momento de montar, andar ao passo, trote e galope, testando o grau de
mansidão, cómodo, obediência. Deixe a pessoa que irá conduzir o animal
experimentar o mesmo. É importante ver como o conjunto se portará, como será 
a química e mesmo se não se trata de muito cavalo para o cavaleiro e o mesmo não
o consegue controlar.

A avaliação dos aprumos também é fundamental, porque problemas desta natureza
poderão representar defeitos que vão incidir na propulsão e sustentação. Peça
para alguém montar o animal na sua direcção e observe-o de frente, os
posteriores e anteriores devem estar alinhados. Faça o mesmo para observar o
cavalo de trás, pedindo que alguém o leve na direcção contrária à sua.

Estas são apenas algumas dicas para o ajudar no momento de aquisição de um
cavalo, quando se trata de uma compra para qualquer tipo de competição,
morfológica ou funcional ou ainda para a criação, muitos outros aspectos
precisam ser analisados. Ache estranho e comece a desconfiar se:

• Sentir que a pessoa quer empurrar o cavalo para si e não dá uma resposta
convincente as questões que faz.

• Não deixarem vê-lo aparelhar o cavalo. O acto de colocar a sela pode revelar
muito do comportamento do cavalo, como por exemplo, se o mesmo dá coices,
estira, rejeita a sela ou o freio.

• O dono não quiser deixar o cavalo ser montado por um terceiro. Se o cavalo
tiver algum problema a pessoa que esta acostumado a lidar com o cavalo pode
encobrir os seus defeitos.

• O proprietário o desaconselhe  a fazer um exame mais detalhado, feito por
um veterinário, como por exemplo radiografar os membros do animal. Este tipo de
exame é muito comum em cavalos atletas.

• Não o deixarem ver o cavalo no dia seguinte ao teste. Caso o cavalo esteja com
algum problema que acarrete dor, no dia seguinte provavelmente ele mostrará
indícios como mancar ou retirar o membro quando tocado. Se você puder, faça uma
prática que é muito comum nos EUA, mas ainda não muito difundida em Portugal que
é o pagamento de metade na retirada do animal e o restante após algum tempo de
uso, como 15 dias. Esta é uma boa forma de ter certeza que o cavalo se encaixa
às suas necessidades, após um período de “test-ride”.

Um exame que acreditamos ser importante antes da compra é o de Anemia
Infecciosa, doença que acontece nos equinos é altamente infecciosa e que demanda
sacrifício dos animais, uma vez detectada. É um exame relativamente simples e
que pode ser realizado pela maioria dos veterinários.


Estas foram as principais dicas para a compra de um cavalo por iniciantes.
 




 

Se comprar o seu cavalo na Internet

 


Na altura em que estamos
decididos em comprar um cavalo, somos confrontados com muitas dúvidas e opções.
Não é uma escolha fácil. Temos que ter em conta a raça que se adequa mais às
nossas necessidades e expectativas, recorrer a sítios fiáveis e pensar antes
quanto dinheiro queremos gastar na compra.

Sem dúvida, a compra de um cavalo não é um acto impulsivo, mas sim uma escolha
muito racional e deve ser feita cuidadosamente. Nesta secção, vamos tentar ajuda
nos factores básicos e importantes a ter em conta na hora de escolher um cavalo.
Tentaremos dar os passos a seguir no processo da compra de um cavalo, sempre
tendo em conta que trata-se duma escolha pessoal. A primeira questão é onde
adquirir o cavalo. É importante que não haja qualquer tipo de enganos da parte
do vendedor. Lugares onde existem criadores podem dar mais segurança, visto que
normalmente têm uma boa reputação. Os clubes de hipismo também podem ser uma boa
opção.

Trata-se de centros de reuniões de amadores, que estabelecem uma relação com os
seus monitores, a quem confiam a venda dos seus cavalos. No caso de alguém
particular, é preferível que seja perito. Os concursos também podem ser lugares
apropriados, se o que pretende é um cavalo que salte. Os veterinários também são
uma boa fonte de informação, porque eles tão em constante contacto com pessoas
desse ramo, e até podem conhecer o animal e podem aconselhar acerca do seu
estado. Devemos concentrámo-nos primeiro em decidir que cavalos cumprem as
nossas expectativas. Uma vez seleccionado o animal que queremos comprar, a
análise feita por um veterinário é indispensável, que ira verificar em que
estado se encontra o cavalo.

Para além destes conselhos, devemos tentar que o vendedor aconselha-nos um
período de prova do animal, para que possamos ver o seu estado e possibilidades;
em caso que ele nos conceda este tempo, devemos ter o máximo de cuidado com o
cavalo já que qualquer tipo de acidente será da nossa responsabilidade. No caso
de ele não nos conceder esse tempo, então é recomendável não realizar a
totalidade do pagamento do cavalo na totalidade, e apenas pagar o resto só
quando comprovar-se que o cavalo satisfaz as expectativas. Esperamos que os
conselhos que se seguem sirvam de ajuda para a compra de cavalos:

Um cavalo castrado deve ter um preço superior, por causa dos gastos da operação;
A égua pode ter o seu preço mais alto se ela estiver apta para a criação de
exemplares valiosos
; Um cavalo entre os 5 e os 10 anos é mais caro; Um cavalo
sem documentação ou sem raça definida deve ser mais barato; Algumas das raças
mais caras são o cavalo Andaluz e o Árabe; Cavalos que tenham ganho competições
são mais caros.



DICAS:

1. Escolha a raça de cavalo que atende as suas necessidades;

2. Entre em contacto com o vendedor, peça para ele lhe mandar mais fotografias
do cavalo por e-mail;

3. Verifique o cavalo pessoalmente antes de , veja se o anúncio
condiz com a realidade do animal;

4. Quando for ver o cavalo, dê preferência pelo período diurno;
fechar o negócio
5. Se for necessário, peça a assistência de um veterinário;

6. Desconfie de valores muito abaixo do mercado;

7. Anote o endereço, e-mail, telefone e celular do vendedor. Não esqueça de
confirmá-los;

8. Verifique o valor do frete para levar o cavalo até a sua cidade;

9. Faça um contrato da negociação, que lhe proteja de eventuais prejuízos;

10. Verifique na associação da raça do cavalo (ex.: ABQM/Quarto de Milha), se o
animal pode ser transferido, se não existe penhora ou qualquer outro bloqueio;

11. Efectue o pagamento somente depois de estar tudo de acordo (valor, animal,
documentação e vacinas);

12. Não efectue o pagamento de sinais, adiantamentos ou qualquer outro valor,
antes de ver o cavalo e verificar a idoneidade do vendedor;

13. Agindo assim, você fará uma compra segura!

fonte todosobre cavalos

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