sexta-feira, 18 de junho de 2010

Edwina Alexander venceu o Global Champions Tour de Cannes












Edwina Alexander venceu o Global Champions Tour de Cannes





Edwina com Itot du Chateau




A australiana Edwina Alexander confiante no seu pequeno Itot du Chateau venceu o Grande Prémio de Cannes, a 1,60m.



O percurso do francês Serge Houtmann resultou em 17 conjuntos sem
faltas na primeira mão. Cinco conjuntos saltaram o desempate, mas foi
Edwina Alexander que terminou a quarta etapa do Global Champions Tour,
com zero pontos.



O traçado que terminava com uma galopada para o último oxer, foi um
bónus e um desafio para os cavaleiros, que tentaram a todo o custo, um
lugar no pódio. Markus Ehning foi o primeiro no desempate, penalizou
quatro pontos, seguiram-se Kevin Staut e Jessica Kuerten que não
conseguiram evitar o mesmo erro, ambos penalizaram quatro pontos no
último oxer.



"Libertina é excepcionalmente rápida, mas hoje não montei bem, portanto
a culpa é minha! O meu objectivo era ficar entre os três primeiros -
deixo Cannes satisfeita, fiquei em terceiro lugar.



O francês Kevin Staut que ficou classificado em segundo lugar, com Le
Prestige St. Lois disse depois da prova "Acho que fui rápido demais.
Sei que Prestige Saint Lois normalmente toca no último obstáculo, podia
ter-me preparado melhor para o oxer e evitado os quatro pontos no
desempate."



Em representação de Portugal, Luciana Diniz ficou classificada em 13º
lugar com Calvie. O conjunto penalizou 5 pontos na segunda mão.



Jan Tops, mentor do Global Champions Tour, estava delirante com a
vitória da sua companheira. "O Global Champions Tour, tem vindo a
crescer de ano para ano, com um público-alvo que aprecia o desporto",
disse Tops.



O desportivismo de Kevin e Jessica, ao galoparem para o último oxer sem
contemplarem as consequências, levou as bancadas ao rubro.


fonte : equisport -pt


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quarta-feira, 16 de junho de 2010

FEI lança canal no YouTube




FEI lança canal no YouTube








A
Fei lançou o seu primeiro canal oficial de vídeo no YouTube
http://www.youtube.com/feichannel como parte do SportAccord’s The
Sports Hub.



Esta plataforma única de multi-desportos dá-nos um único local para uma grande diversidade de desportos e eventos.



The Sports Hub uma série de sub-canais independentes categorizados por
desporto e disciplina, tornando assim mais fácil para os entusiastas
dos desportos equestres, visualizarem os vídeos dos seus desportos
favoritos e eventos.



O novo canal da FEI oferece aos fãs equestres de todo o mundo, a
oportunidade de visualizarem vídeos oficiais equestres que são
constantemente actualizados.



O canal da FEi oferece aos utilizadores vídeos de desportos equestres
das disciplinas de saltos de obstáculos, Dressage, CCE, disciplinas não
olímpicas, FEI Year of Youth, Deporto Limpo FEI e Actualizações FEI/HQ.
O conteúdo do canal inclui a cobertura das competições mais importantes
da FEI, entrevistas, momentos dos bastidores, conteúdo educacional e
muito mais. Novidade para 2010, o canal da FEI irá seguir a equipa dos
Estados Unidos na Taça das Nações Meydan 2010.



Com o objectivo de se tornar na sede natural da cobertura equestre e a
primeira escolha de destino para todos os entusiastas no YouTube, o
canal da FEI está aberto para a integração de vídeos de terceiros.



Para mais informações sobre como fornecer vídeo clips, as partes interessadas deverão enviar para o email videos@fei.org.



As opções sociais integradas irão permitir que os espectadores dêem
pontuações, discutam os comentários e coloquem peças seleccionadas
somente com o clique de um botão nas redes sociais mais populares.



O canal da FEI usa ferramentas de gestão do YouTube, para promover e
proteger o seu contudo online, de modo a assegurar que forneça vídeos
de qualidade para os espectadores de todo o mundo.


fonte equisport pt


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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Atrofia Muscular




                                                                                                              
Texto: Dr. Carlos Rosa Santos (MV)

Qualquer
músculo é composto de alguns milhares de fibras paralelas e congregadas
a pequenos grupos de tecido conjuntivo. Estes grupos estão
compartimentados e o seu conjunto forma cada músculo específico. Cada
fibra é estimulada por um nervo, que quando activado contrai essa mesma
fibra. É assim que os músculos funcionam.

Falamos
agora de atrofia muscular. Esta ocorre quando as células degeneram, o
tecido muscular enfraquece e vai desaparecendo, normalmente por falta
ou por deficiente utilização desse mesmo tecido.





Vejamos o que acontece, por exemplo, ao nível da espádua.

(1)
Uma lesão num tendão ou num osso no casco faz com que o cavalo alivie o
membro afectado e transfira a maior parte do peso corporal para o
membro oposto.

Os músculos da espádua do membro lesionado são menos utilizados e começam a perder volume e tonicidade.

(2)
Uma lesão (traumática) na espádua causa dor, que por sua vez causa
espasmo muscular com a consequente redução na circulação sanguínea
local, limitando o movimento do membro e seguindo-se então a atrofia
muscular.

(3) Uma lesão no nervo motor
interrompendo a comunicação cérebro - músculo o que faz com que o
músculo não responda às mensagens do cérebro resultando então na
atrofia muscular devido à falta de utilização.

A
atrofia muscular significa então que a área afectada fica
desequilibrada e com um suporte deficiente, resultando daqui uma menor
estabilidade nas articulações e no sistema músculo-esquelético
adjacente com concomitante excesso de esforço nos ligamentos e músculos
da zona atingida. Todos estes factores resultam num mau funcionamento
contínuo da zona o que reduz a capacidade atlética do animal se o
problema não for detectado e tratado a tempo.

Se
a atrofia muscular for reduzida, um programa de massagens poderá
estimular o restabelecimento da circulação sanguínea o que irá melhorar
a oxigenação local e melhorar a função tecidular. Se a atrofia é mais
severa a contracção muscular tem uma melhor resposta com a utilização
da chamada estimulação eléctrica.

Este método
consiste na aplicação de correntes eléctricas localizadas no músculo/s
afectados através de eléctrodos o que vai estimular a contracção do
mesmo modo que os nervos, o fazem, substituindo-os então.





Não
nos esqueçamos que de nada serve tratar uma atrofia muscular se a lesão
que a ocasionou não for correctamente diagnosticada e tratada.

Se
isto não acontecer os músculos recuperarão a sua funcionalidade por
pouco tempo, instalando-se um novo processo de atrofia logo de seguida.

Entre
nos, este tipo de lesão passa normalmente despercebida por falta de
atenção, motivação e até conhecimentos. A fisioterapia equina é uma
ciência pouco utilizada no nosso país e tentam-se resolver problemas
com um ferro, uma rédea ou uma espora mais forte, e se isto não resulta
há sempre os analgésicos e anti-inflamatórios. Lá chegaremos...um dia.


FONTE: equisport -pt


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quarta-feira, 14 de abril de 2010

43 Cavaleiros vão disputar a final da Taça do Mund






43 Cavaleiros em representação de 19 países, vão disputar a final da

Rolex FEI Taça do Mundo 2009/2010
em Genebra, Suíça (14-18 Abril). Com a excepção do suíço Niklaus
Schurtenberger (Cantus) que teve a sorte de receber um "Wild Card", os
restantes participantes emergiram das nove ligas que se realizaram.



A grande ausência conforme noticiámos esta segunda-feira, é da campeã
em título, Meredith Michaels-Beerbaum que não irá defender o título.<





LISTA DE CAVALEIROS PARTICIPANTES

AUSTRÁLIA

Chris Chugg - Vivant
Edwina Alexander - Cevo Itot du Chateau / Cevo Socrates

BRASIL

Rodrigo Pessoa - Night Train / Let's Fly / Champ
Yuri Mansur Guerios - Ideal de Balia

CANADÁ

Karen Cudmore - Southern Pride

ESTÓNIA

Tilt Kivisild - Terrero / Cinnamon
Rein Pill - Virgin Express

FRANÇA

Kevin Staut - Kraque Boom / Le prestige St Lois / Sea Coast Silvana

Patrice Deleveau - Katchina Mail
Penelope Leprevost - Mylord Carthago

GRÃ BRETANHA

Michael Whitaker - GIG Amai

ALEMANHA

Philipp Weishaupt - Catoki
Marcus Ehning - Noltes Kuchengirl / Sabrina ' / Plot Bue
Ludger Beerbaum - Gotha
Marco Kutscher - Cash

IRLANDA

Jessica Kuerten - Castle Forbes Cosma / Castle Forbes Myrtille Paulois
Darragh Kenny - Obelix
Dermott Lennon - Hallmark Elite

ITÁLIA

Natale Chiaudani - SNAI Seldana di Campalto

ARABIA SAÚDITA

Abdullah Sharbatly - Goldex
HRH Abdullah Al Saud - Mobily Saudia / Mobily Allah Jabek



LITUÂNIA
Benas Gutkauskas - Quick Jet

MÉXICO

Alberto Martinez - Leonard

HOLANDA

Albert Zoer - Uraguay

PORTUGAL

Luciana Diniz - As-Taro Z / Winningmood

RÚSSIA

Ljubov Kochetova - Aslan

SUÍÇA

Pius Schwizer - Ulysse / Carlina
Beat Mandli - Louis
Daniel Etter - Peu a Peu
Steve Guerdat - Tresor / Jalisca Solier / Ferrari
Niklaus Schurtenberger - Cantus

SUÉCIA

Svante Johansson - Caramell KS

EUA

Maclain Ward - Sapphire
Mario Deslauriers - Urico
Michelle Spadone - Cadence / Melisimo
Hillary Dobbs - Quincy B / Corlett
Lauren Hough - Quick Study
Ken Berkley - Carlos Boy
Todd Minikus - Pavarotti
Rich Fellers - Flexible
Joie Gatlin - Camaron Hills Quick Dollar
Richard Spooner - Cristallo

VENEZUELA

Andres Rodriguez - Larkanaro

fonte equisport -pt


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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Será que os Cavalos vêem bem?








Os cavalos têm, o que se chama visão monocular – a capacidade de verem coisas diferentes com cada um dos olhos, ao mesmo tempo.

Um
amplo campo de visão tem óbvias vantagens no que à sobrevivência diz
respeito em termos de detecção de predadores e também de poderem manter
um bom contacto visual com o resto da manada. Todavia esta capacidade
de abarcar uma vasta área pode ser obtida à custa da acuidade visual, a
curta distancia.

Os músculos à volta das lentes
ópticas dos cavalos são relativamente fracos, pelo que os cavalos usam
os movimentos da cabeça e pescoço para melhorar a clareza daquilo para
que estão a olhar. Isto significa que se o cavalo baixa a cabeça, vê
com nitidez os objectos que lhe estão próximos, mas se levantar a
cabeça vê bem, a longa distância. O movimento da cabeça parece
assegurar que a imagem do objecto seja captada pela área mais sensível
da retina, a linha visual.



Link: Foto: Luísa Lima



Isto
pode explicar porque os cavalos fogem assustados de objectos que
pareciam ter estado já há algum tempo no seu campo de visão. O mais
provável é que uma mudança da posição da cabeça tenha feito com que o
objecto, de repente, se tenha tornado visivelmente mais claro, quase
como se tivesse surgido inesperadamente. Além do mais, a capacidade de
um cavalo ver um determinado estímulo dependerá de factores tais como
raça, porte, treino e estado de excitação, porque tudo isto
provavelmente influenciará o porte da cabeça e pescoço.

No
entanto, quando um objecto está focalizado o cavalo é extremamente bom
a detectar detalhes de movimentos ainda que muito pequenos: muito do
seu sistema de comunicação depende da sua capacidade de se aperceber de
mudanças mínimas na postura corporal, como por exemplo ligeiras
alterações na posição das orelhas.



Link: Foto: Paula da Silva



Os
cavalos têm um raio de visão muito grande, o que é importante para os
ajudar a detectar os predadores. Mas com que clareza conseguem eles ver
as coisas?

É relativamente pouco o que, cientificamente, se sabe sobre as capacidades visuais dos cavalos.

Como
espécie selvagem que é, os seus olhos são grandes e colocados dos dois
lados da cabeça. Isto significa que o cavalo quando tem a cabeça
levantada consegue abranger um vasto campo visual. Isto significa
também que a área que o cavalo não vê, directamente atrás dele,
coincide com a posição normalmente ocupada pelo cavaleiro e que a área
que ele não vê, directamente em frente do seu nariz evita que o cavalo
veja, quando está a comer e aquilo que come!



Link: Foto: Fréderic Chénnu

fonte: equisport-pt

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terça-feira, 6 de abril de 2010

Principais Doenças Equinas

 


 

Garrotilho, Gurma - adenite eqüina

Sintomas: Corrimento nasal acompanhado de tosse; gânglios faringianos, sub-linguais, submaxilares e proparotídeos aumentados, dificultando a respiração, podendo asfixiar.
Lesões: abscessos contando pus cor creme na região faríngea; baço aumentado com focos purulentos.
Material para exame: em geral não é necessário, pois é fácil o diagnóstico pelos sinais clínicos.
Profilaxia: desinfecção dos boxes, baias, bebedouros, cochos e demais instalações e vacinação.
Tratamento: isolar os doentes e manter em observação os suspeitos; vacinar.

 

Tétano

Sintomas: rigidez geral ou localizada; "trismus" maxilares; narinas dilatadas cabeça distendida, orelhas levantadas e aproximadas; cola erguida; olhos fora das órbitas; locomoção dificultosa e febre elevada.
Lesões: não existem lesões típicas à necropsia.
Material para exame: pus ou raspagem das feridas contaminadas para isolamento do germe pouco usado.
Profilaxia: desinfecção das feridas acidentais e cirúrgicas, notadamente a dos membros, que devem ser protegidas com pensos; soro antitetânico; assepsia do instrumental cirúrgico.
Tratamento: urotropina, antiespasmódicos e soro antitetânico em doses maciças; a não ser no início da doença, isso é de pouco valor. Manter o animal abrigado dos raios solares, chuva, barulho e outros agentes existentes.

 

Mal das cadeiras, tripanossomíase (t.equinum)

Sintomas: emagrecimento progressivo, febre intermitente e remitente, paralisia dos membros posteriores, que fazem deslocar os membros de um lado para outro quando o animal troteia; progredindo a paralisia, o que obriga o animal a permanecer em decúbito até a morte.
Lesões: nenhuma característica a não ser anemia e icterícia Material para exame: esfregaços de sangue. Profilaxia: isolamento das áreas suspeitas; sacrificar os doentes mais graves queimar os cadáveres.
Tratamento: quimeoterápicos específicos, porém com resultados duvidosos, dependendo do estágio da doença.

 

Mal do coito, mal de faveiro-durina, tripanossomíase (t. equiperdum)

Sintomas: excitação dos machos, micções freqüentes, irritações da uretra, edemas nos genitais e inflamações dos gânglios inguinais, placas de despigmentação na pele do períneo e órgãos genitais. Nas fêmeas, a vulva e o úbere se inflamam, com placas de despigmentação.
Lesões: as da anemia e as descrita nos sintomas.
Material para exame: esfregaços de sangue.
Profilaxia: isolar as áreas contaminadas e os reprodutores portadores.
Tratamento: quimeoterápicos específicos e desinfecção local com uso de cicatrizantes.

 

Esponja, ferida de verão - habronemosa

Sintomas: três formas: gástricas, pulmonar e cutânea; nas duas primeiras, poucos sinais clínicos; na cutânea, granulações, obrigando o animal a coçar-se, a ponto de sangrar, atraindo as moscas para novas instalações.
Lesões: as descritas nos sintomas.
Material para exame: fezes.
Profilaxia: combate às moscas, proteger as feridas.
Tratamento: na forma cutânea cirurgia e uso de produtos cicatrizantes.

 

Verminoses - helmintíases

Sintomas: perturbações gastro-intestinais e circulatórias com mortalidade e emagrecimento, fezes sanguinolentas, cólicas e anemias.
Lesões: catarro no intestino; intestino lesionado e com vermes; úlceras.
Material para exame: fezes.
Profilaxia: não criar em terrenos baixos, alagadiços.
Tratamento: uso de vermífugos.

 

Sarnas - acarioses

Sintomas: prurido intenso à noite e nas horas mais quentes do dia; crostas na pele.
Lesões: depilação e túneis na pele.
Material para exame: raspado na pele.
Profilaxia: desinfecção rigorosa nas instalações e material de arreamento.
Tratamento: isolar os doentes, dar banhos com produtos químicos específicos.

 

Gasterofilose

Sintomas: ataca geralmente animais invernados; se o animal começar a coçar-se com os lábios, língua e dentes; emagrecimento progressivo, cólicas violentas, anemias, fraqueza e hemorragia nos casos graves.
Material para exame: partes do tubo digestivo.
Profilaxia: limpeza rigorosa, desinfecção, combate às moscas.
Tratamento: complexo vitamínico: A D E+ B.

 

Raquitismo

Sintomas: distúrbios no crescimento, magreza, articulações aumentadas de volume, pelos opacos, defeitos nos aprumos e no andar.
Lesões: as descritas nos sintomas; ossos porosos; maior porosidade nas extremidades.
Material para exame: não é necessário.
Profilaxia: alimentação balanceada, especialmente de sais minerais.
Tratamento: difícil recuperação nos casos mais graves; alimentação correta, reforço de vitaminas A D E+ complexo B, ferro e sais minerais.

 

Cara inchada - osteodistrofia

Sintomas: progressivo abaulamento dos ossos da face e aumento da espessura das mandíbulas em ambos os lados da cabeça; ossos frágeis; fraturas.
Lesões: deformações dos ossos da cabeça.
Material para exame: sangue total não coagulado; soro sanguíneo; fezes; forrageiras das pastagens; alimentos concentrados utilizados nas rações.
Profilaxia: rações equilibradas com relação apropriada de cálcio, fósforo, volumosos à base de leguminosas (alfafa); reduzir as proporções de milho e farelos de trigo ou de arroz; pastagens de gramíneas de leguminosas; correção dos solos das pastagens (calagens); evitar pastagens alagadiças; tratamento preventivo de verminose estruturas minerais suplementares com sais de cálcio e vitamina D.
Tratamento: suspender rações de concentrados à base de milho e farelo de trigo; fornecer fenos de leguminosas (alfafa); sais minerais para estabelecerem boa relação Ca:P nas rações. A administração de Ca e P pode ser injetável ou via oral.

 

Aguamento

Sintomas: congestão das mucosas; respiração acelerada; edema nos membros; pulso acelerado; dificuldades de andar; apóia os membros sobre os talões; cascos quentes e coroas inflamadas.
Lesões: as sintomáticas.
Profilaxia: boa higiene, alimentação. Tratamento: sangria, desferrar, soro hidratante.

 


Doenças de Pele

 

Os fungos estão normalmente presentes no meio ambiente e na pele dos animais com uma certa abundância, mas apenas algumas espécies apresentam a capacidade, em determinadas circunstâncias, de causar doença. Tradicionalmente, os problemas de pele nos cavalos não são considerados situações particularmente preocupantes. Na verdade, alguns acabam por se resolver espontaneamente sem qualquer tipo de tratamento, embora possa demorar algum tempo. Outros, porém, tornam-se bastante críticos, quer pela possibilidade de contágio ao homem, como é o caso da tinha (infecção por fungos) e da sarna (infecção por ácaros, pequenos parasitas da pele), quer pela gravidade da doença propriamente dita e dos seus sintomas.

 

Hipersensibilidade à Picada das Moscas

(Hipersensibilidade à picada das moscas)

 

Animais com prurido intenso, por exemplo, coçam-se até no próprio arreio ou em qualquer superfície rugosa ou mesmo cortante, provocando feridas que constituem uma porta de entrada para todo o tipo de infecções. Vamos agora debruçar-nos sobre algumas situações que afectam a pele dos cavalos, começando pelas mais frequentes. Os fungos estão normalmente presentes no meio ambiente e na pele dos animais com uma certa abundância, mas apenas algumas espécies apresentam a capacidade, em determinadas circunstâncias, de causar doença (tinha ou dermatofitose). Por essa razão, uma amostra de pêlos que revele a presença de fungos não é necessariamente significativa. Por outro lado, os fungos são agentes que facilmente se instalam secundariamente quando outros factores danificam a pele, ou mesmo quando o sistema imunitário se encontra enfraquecido, não sendo por vezes a causa primária da doença. Neste tipo de infecção por fungos (dermatófitos) os animais afectados apresentam várias áreas de descamação e alopécia (zonas sem pêlo), com ou sem prurido, não estando geralmente envolvidos a crina e a cauda.

 

Infecção por Fungos

(Infecção por Fungos)

 

As situações de natureza alérgica são também bastante frequentes, podendo ser causadas por alimentos, pelo contacto com produtos químicos aplicados nas instalações, por medicamentos, por produtos de limpeza ou insecticidas aplicados sobre os animais, por picadas de insectos, etc.. As picadas das moscas são precisamente uma das principais causas de reacções alérgicas no cavalo. Existe uma grande variedade capaz de desencadear este tipo de reacções, mas as Culicoides são talvez as mais frequentes. São moscas extremamente pequenas (1 a 3 mm) mas de picada dolorosa, activas em tempo quente e sem vento (pois são fracas voadoras) e alimentam-se desde o cair da noite até ao amanhecer. As larvas desenvolvem-se em águas estagnadas. Apenas alguns cavalos desenvolvem uma reacção de hipersensibilidade às suas picadas, havendo uma certa predisposição familiar. As lesões localizam-se na cabeça, orelhas, peito, crina e base da cauda, podendo variar consoante a espécie de Culicoides. O prurido intenso é o principal responsável pelas lesões, levando os animais a coçarem-se em qualquer aresta ou mesmo a morderem-se. Esta situação tende a agravar-se ano após ano, após uma aparente melhoria durante os meses de Inverno, e não tem cura desde que estejam presentes Culicoides.

 

Infecção por Fungos

(Infecção por Fungos)

 

O seu tratamento passa, portanto, pelo controlo destes insectos através do estábulo durante os períodos em que estes se alimentam, do uso de insecticidas ou repelentes, de redes para mosquitos, e ainda pela administração de medicação apropriada de modo a eliminar ou reduzir o prurido. Outros agentes que podem causar prurido intenso são os ácaros da sarna. Estes parasitas provocam lesões com localização diferente consoante a espécie a que pertençam: na cabeça e pescoço, na base da crina e da cauda, ou nos membros, mas em fases avançadas as lesões podem espalhar-se a outras zonas. Esta doença transmite-se por contacto directo e é contagiosa ao homem, embora geralmente sem grande gravidade. Certos animais desenvolvem reacções inflamatórias superficiais em zonas brancas ou despigmentadas do corpo (geralmente no focinho e na extremidade dos membros). São processos de fotosensibilização, associados geralmente à ingestão de certas plantas ou a alterações do metabolismo do fígado. Como podemos constatar, situações aparentemente idênticas podem ter causas bastante distintas.

 

Fotosensibilização

(Fotosensibilização)

 

A base da cauda coçada e sem pêlo, por exemplo, é geralmente um sinal de parasitismo intestinal, mas também pode tratar-se de um caso de hipersensibilidade à picada de insectos, alergia alimentar, sarna ou apenas um vício comportamental. Mesmo depois do cavalo parar de se coçar ainda temos de esperar um a dois meses até a cauda voltar a crescer. Os tratamentos usados em dermatologia equina são muito variados consoante a situação a que se destinam, mas convém não esquecer que tratar os animais pode não ser suficiente: o ambiente, as camas, o material de limpeza, os arreios, devem merecer atenção pois estão muitas vezes implicados. Quanto aos cavalos de competição, fica também uma chamada de atenção: uma simples pomada, spray ou qualquer outro produto aplicado sobre a pele pode conter substâncias que, ao serem absorvidas, poderão vir a ser detectadas mais tarde nos testes de controlo antidoping.

Decomentado por:

Dr. João Paulo Marques

 


Odonto Equino

 

A odontologia eqüina é uma área relativamente nova como especialidade veterinária. Proprietários, treinadores e veterinários estão cada vez mais valorizando o exame e o tratamento dentário, incluindo-os na sua rotina.
As principais razões pelas quais há grande necessidade dessa prática são: Nós modificamos os hábitos e os padrões alimentares dos eqüinos através da domesticação e do confinamento; nós freqüentemente selecionamos animais para reprodução sem considerar problemas relacionados à dentição; e nós exigimos cada vez mais de nossos cavalos de performance, iniciando-os em esportes ainda jovens.

O papel do dentista na doma é essencial, pois o conforto promovido pelo tratamento torna o trabalho do treinador e o aprendizado do potro mais fáceis e menos estressantes, melhorando, por conseqüência, o resultado final.
Cólica, queda na performance atlética e perda da condição física podem estar diretamente relacionados à saúde oral do cavalo.
Os problemas mais comumente encontrados nos exames orais são:
1- Excesso de pontas de esmalte. Pontas dentárias, que em excesso, podem lesionar as bochechas e a língua, causando dificuldade mastigatória e desconforto com o uso de cabeçada e embocadura.
2- Maloclusão, ou seja, uma relação anormal entre os dentes superiores e inferiores, que pode causar formações pontiagudas, como excesso de pontas de esmalte, bicos e ganchos e desnivelamento, como rampas e degraus nos dentes.
3- Dente do lobo. Este dente é vestigial, não tem função na mastigação, mas pode ferir as bochechas, a língua, e/ou entrar em choque com o bridão, podendo ser extremamente desconfortável.
4- Desordens de erupção. Dentes decíduos (de leite) impactados são mais comuns do que se pensa, e necessitam de extração, pois podem causar distúrbios na erupção dos dentes permanentes, doença periodontal e dor.
5 - Fraturas dentárias. Fraturas são comumente encontradas no exame da cavidade oral de cavalos. Fraturas com fragmentos deslocados podem causar dor nas bochechas e na língua, promover exposição e eventual contaminação da polpa dentária com conseqüente doença endodôntica e formação de abscesso periapical.


É muito importante que se inicie os exames orais nos potrinhos o quanto antes, pois algumas vezes podemos observar problemas que podem ser resolvidos quando o animal é ainda jovem, prevenindo desordens que podem ser determinantes no seu desenvolvimento, assim como em exposições e competições. O cavalo pode reagir ao desconforto e à dor jogando a cabeça para o alto, balançando a cabeça, mordendo a embocadura, com falta de apoio, dificultando manobras para os lados, ou de qualquer outra forma que encontrar para rejeitar a embocadura.
Cavalos que estão em constante manutenção apresentam melhor mastigação e digestão, aproveitando melhor o alimento e diminuindo o risco de cólica. Além disso, há o conforto percebido na hora de montar.

 

O tratamento periódico, geralmente 2 vezes por ano, é essencial para a manutenção da “saúde bucal” dos cavalos pois as interferências causadas por anormalidades no desgaste dos dentes podem interferir na saúde, na performance, no temperamento e na longevidade do seu cavalo.
Enfim, a odontologia promove melhoras notáveis nos animais nos aspectos físico, atlético, e porque não, psicológico criando condições para que o cavalo desenvolva todo o seu potencial.
Fonte - Servetambiental, tudosobrecavalos


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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Quer aprender a desenhar cavalos?


Achei um tutorial que ensina a desenhar cavalos.  Eles foram feitos por um ex-ilustrador da Disney, chamado Lee J. Ames.

 Com esses traços fica fácil de desenhar cavalos.

Como desenhar um cavalo empinando

Como desenhar apenas a cabeça de um cavalo


fonte hipismo & Co


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